segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Líder da greve PM e Governador curtem carnaval em camarote oficial




As greves (assim como as demais manifestações) só ocorrem quando não existe o dialogo prévio, quando uma (ou as duas) das partes se mantém distante, e a pressão atinge níveis impossíveis de contenção...

Em 2012, os policiais militares e os professores da rede estadual não foram ouvidos pelo governo, e o resultado foi trágico PARA TODOS: Governo, categorias e principalmente para a SOCIEDADE!

Em resposta, o governo perdeu a eleição na capital, e diversos policiais foram eleitos, a maioria com histórico de luta pela categoria, destes, alguns foram presos e humilhados após a greve que finalizou há EXATAMENTE UM ANO (11/02/2012), posso citar sem muito pensar, o Sargento Vinicius (meu companheiro de cela), a Sd Valéria Morais (Vereadora com maior numero de votos em Itabuna), Soldado Gilvan em Jequié, Sd Magalhaes, Sd Luiz Carlos (colega de turma, suplente, mas assumiu uma cadeira em Ilhéus), Dene Canaã (colega de turma e de unidade), entre outros, além dos que conseguiram votos suficientes para estar entre os primeiros suplentes (Josafá Ramos, Augusto Júnior).

De todos, o Vereador Marco Prisco foi o que mais chamou a atenção, não exatamente pela sua eleição (já era esperada), mas pela forma com que foi eleito, sendo o quarto Vereador mais votado na Capital. 

Prisco nunca foi unanimidade, o que não é de todo ruim, pois para mim vale a máxima "toda unanimidade é burra", isso faz com toda e qualquer atitude do agora Vereador, tenha que ser pensada e repensada, nisso, sua equipe terá um papel fundamental, pois é politicamente perigosa a inflamação do ego a ponto de decidir sozinho os caminhos do seu mandato.

Prisco tem verdadeiros "monstros pensantes" ao seu lado, a maioria parceiros da ASPRA, que moldaram (e ainda moldam) a entidade para que tenha este perfil aguerrido e combativo, estes são essenciais para o sucesso politico do edil.

Foi inteligentíssimo a aproximação ocorrer em um evento aberto, forçando o Governador a recebê-lo com simpatia e cordialidade, abrindo SIM, um canal de dialogo importante para a categoria...

Se Prisco vai buscar vantagens pessoais deste encontro (como alguns estão acusando), ele pode buscar em qualquer outro encontro politico, a sua posição politica abrirá um leque gigantesco para que isso ocorra, cabe aos seus eleitores, a categoria Policial Militar e qualquer um do povo (ele não é Vereador APENAS dos PMs) fiscalizar seu mandato, como deve ser fiscalizado o de qualquer politico em cargo eletivo.

Já critiquei Prisco publicamente dezenas de vezes (desde o finado Orkut), já estive ao seu lado em diversas situações em que acreditei ser o melhor para a categoria, os mais próximos sabem que "quebramos o pau" quando discordamos de algo, todavia, não podemos entender este encontro com o Governador Jaques Wagner como algo depreciativo, nem para a categoria, nem para o seu mandato, pelo contrário, foi um golpe de mestre, digno de elogios...
 

Publicado originalmente em minha página pessoal do Facebook, hoje, 11/02.

O alimento nosso de todos os carnavais...




Conversando com grandes amigos em minha unidade, chegamos a conclusão que não adianta todos os anos postar nas redes sociais, fotos do lanche oferecido pelo estado aos Policiais Militares durante o carnaval, isso pouco importa aos poderosos, é como se dissessem:

"É pegar ou largar!"

Fiz perguntas simples aos meus amigos, e suas respostas nos levaram a tomar um direcionamento:

1º - Você consome água mineral engarrafada?
2º - Você consome refrigerante?
3º - Você consome suco em caixa?
4º - Você consome barra de cereais?
5º - Você consome biscoito de marca de qualidade duvidosa?
6º - Você consome pão com queijo e salame (perecíveis) sem ao menos saber o período compreendido entre preparação/embalagem/transporte/consumo final?

Para as quatro primeiras perguntas, a resposta foi em sua maioria "SIM";
para a quinta, muitos responderam "TALVEZ";
para a última pergunta, TODOS responderam "NÃO".

Baseado nisso, decidimos DOAR a caixa com o lanche. 
A principio pensamos em doar a alguma instituição de caridade que atenda crianças ou idosos, mas desistimos preocupados com a saúde destes, afinal, não seria justo se na tentativa de ajudar, levássemos problemas para estas pessoas...

A solução encontrada, foi simplesmente não consumir! 

Por anos o estado nos disse "É pegar ou largar!", agora respondemos:

LARGAMOS!

Sem protestos, sem imprensa, sem alarde... 

Simplesmente não nos submeteremos mais a esta falta de respeito.

Logicamente a adesão não foi total, todavia, mais um passo em direção ao resgate da nossa cidadania foi dado, e logo teremos a companhia de muitos outros, pois toda conquista de direitos, começa com uns poucos que se entregam por todos!

Tenho orgulho dos meus companheiros, mesmo aqueles que não aderiram, pois o amanhã "é logo ali", e estaremos juntos em outras lutas...

Publicado originalmente em minha página pessoal no facebook, dia 10/02.


Minha opinião sobre o camarote "da PM":



Para quem não sabe, os camarotes (Ondina e Aflitos) tem patrocínios de empresas privadas e verbas públicas, não sei quem decidiu o formato com oficiais na parte de cima (com open bar), e praças na parte de baixo (logicamente sem open bar, na verdade, com péssimo atendimento).


Seria muito lindo se por vários dias não tivesse ninguém na "parte de baixo" não é mesmo? Pegaríamos as camisas e não iriamos nem doaríamos, deixaríamos "boiar"...
Queria ver no ano seguinte como seria possível o open bar da parte de cima...

Toda grande luta começa com poucos, e estes, mesmo ridicularizados no começo pelos próprios pares, um dia serão referencias...

Quem sabe teremos um ano em que o camarote seja algo que não nos atinja na dignidade, que seja realmente algo que valha a pena...

E não digo isso questionando o open bar para alguns, questiono a segregação a que somos submetidos, como se leprosos fossemos.

Os dois "níveis" do camarote da PM para mim, é inadmissível, assim como nos anos 60, eu (por ser negro) não poderia sentar no mesmo assento que os brancos em ônibus nos Estados Unidos, não poderia estudar nas mesmas escolas que os brancos na Africa do Sul durante o Apartheid, que durou até as últimas décadas do seculo 20, hoje, não posso sequer adentrar um espaço criado e "mantido" pela corporação a qual faço parte.

O camarote não deveria ser uma extensão do quartel, com sua segregação afiançada pela "hierarquia militar"...

Se existem patrocínios de empresas privadas e verbas publicas para o espaço, não creio que os patrocinadores fizeram esta exigência, e se querem segregação, eu simplesmente me respeito e não vou compactuar com isso.

Estou sozinho com esta ideia, não chamo ninguém para fazer parte deste coro silencioso (já a alguns anos), um dia posso ter a companhia de amigos e colegas que entendam que pagam caro em festas durante o ano todo, mas durante o carnaval, economizam um pouco, sem saber que este pouco está saindo caro...

Minha dignidade não tem preço!

Aos que preferem curtir, desejo que aproveitem a folia momesca, mas por favor, não apareçam se fazendo de ofendidos na quarta-feira de cinzas, reclamando que se sentiram "menosprezados"...



Publicado originalmente em minha página pessoal do Facebook, no dia 06/02, e replicado no site da Aspra-Ba 

Reativando o café...


Olá meu povinho mais ou menos!

Decidi reativar o blog, muita gente (Geo e Sabrina) pediu que eu fizesse isso, pois estavam com saudades de ler minhas pérolas.

Então é isso, vou aproveitar minhas madrugadas para fazer algo de útil (desculpe-me X-Videos...). 

Prometo não citar passagens de "Salve Jorge" com seus Turcos que falam português fluentemente quando estão batendo papo com brasileiras traficadas (menos quando estas pedem socorro), e aqui não tem negócio de Capitão Theo, "esse cara" aqui sou EU! Né Geo?

Se eu fosse o Theo esquecia a Morena e partia para a vovó Dira Paes... E nem ligaria se o pivetinho   me chamasse de vovô. Dava uns cascudos e dizia que iria entregar ele para o Russo, para largar do pé de minha diarista e manter a Morena lá trabalhando no UFC Turquia.

Não reclamem da (falta de) pontualidade, o café aqui não é Maratá que se acha em qualquer bodega na Urbis, preciso de inspiração e Geo bloqueou o X-Videos aqui em casa.

Isso me lembra que inspiração na minha infância era revista Hermes e a cor bege (só os fortes entenderão), ou aos sábados no Cassino do Chacrinha, adorava o velho guerreiro, mas não estava nem ai para a buzina, o negócio era Rita Cadilac, e quando a Gretchen aparecia por lá, era o supra sumo, o comentário da nossa galera na Rua Boa Esperança (todo mundo pálido, com olheira e cansado)...

Já na terceira idade estas moças decidem trabalhar em filmes pornô... E eu descubro que minha infância foi perdida por nada!

Deixa para lá, nada a ver esta conversa...

Espero que tenham gostado da imagem lá de cima, quando pensei em reativar lembrei dos Super Gêmeos da Liga da Justiça, mas olha que tosco que ficou...



Afff... Ainda bem que mudei a tempo!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Demonstração de afeto, mata!

Quando você vê esta foto, o que te passa pela cabeça?


E quando vê esta abaixo? Pensamentos diferentes aparecem?


Nas duas fotos, estou com meu irmão mais novo. Em ambas, existe demonstração de carinho, existe contato físico entre pessoas do mesmo sexo, contudo, estas duas fotos  podem ter conotações diferentes vistas por desconhecidos.

Temos algumas histórias engraçadas (para não dizer trágicas), por conta desta relação.

Na segunda foto por exemplo, David havia ido junto com a sua esposa e a minha, me buscar no hospital, após mais uma das minhas diversas cirurgias.
Decidimos parar em um restaurante e sentamos de frente às esposas e com as costas para a parede (coisa de "puliça"), e ficamos lado a lado. Eu estava extremamente carinhoso com meus familiares, mais que o normal, e encostei a cabeça no ombro do meu irmão, minha esposa achou bonitinho e tirou a foto.

Percebemos então que um grupo de jovens em uma mesa próxima estava observando, rindo e criticando em tom preconceituoso, censurando o "casal"...

Rimos no início, depois nos incomodamos, pois eles simplesmente esqueceram de curtir o momento deles, para se mostrarem chocados com a cena.

Mesmo que fossemos um casal, isso mudaria a vida de qualquer uma daquelas pessoas?

A nossa conta naquele restaurante seria paga por eles?

Passamos por coisa parecida quando alugamos um apartamento, por eu ser negro (temos muitas histórias por conta disso também), ninguém imagina que somos irmãos, logo, somos um "casal"...

E daí que fossemos?

No dia 24 de junho, oito homens (ou monstros?) agrediram à pedradas, dois irmãos gêmeos de 22 anos, que voltavam de uma festa junina, em Camaçari (BA).
O motivo:
Os irmãos voltavam para casa abraçados e entenderam que eram homossexuais!

Um dos irmãos (José Leonardo da Silva) não resistiu aos ferimentos e morreu no local, o outro (José Leandro da Silva) foi socorrido com afundamento na face, mas não corre risco de morte.

Não parei de imaginar, eu e meu irmão, MEU MELHOR AMIGO, sendo vitimas de um bando de covardes, apenas por sermos confundidos como um casal homossexual. 

Quem deu o direito a estes covardes de tirar a vida de qualquer pessoa por sua opção sexual?



Este mal enraizado na nossa cultura precisa ser descartado o quanto antes, mesmo aqueles que não apedrejam, que não fazem comentários jocosos, que não apontam, enfim, que não demonstram publicamente, precisam se despir dos preconceitos.

O respeito à pessoa, deve ser pleno, irrestrito, totalitário, senão, não é respeito!


Minha primeira esposa era sete anos mais velha, e os olhares se voltavam para nós por onde passávamos.
Na maioria das vezes em que estou em grupo em algum estabelecimento, as pessoas mais claras são atendidas primeiro.
Muitos colegas policiais abordam com mais cautela pessoas negras.
Já me senti um fantasma, quando dois vendedores passaram praticamente ATRAVÉS  de mim, para atender meu irmão no Pelourinho (é meu povo, no Pelourinho), e quando uma terceira finalmente me deu atenção, ainda foi avisada pelo outro:
- "Você é idiota? Este aí é o guia, o gringo é o daqui!"

Coisa foi quando uma senhora insinuou conversando alto com a colega, que eu não tinha vergonha por estar desfilando no shopping de mãos dadas com uma "menininha".
A "menininha" em questão é a minha filha, à época com 15 anos, hoje tem 17, e todo dia é a mesma coisa...

Muita gente faz passeata pela paz, prega a comunhão, ora ajoelhadinho, e faz doação para desconhecidos, mas lá no fundo, ainda é grande o preconceito em nosso país.

O preconceito é uma grande estupidez, pois o meu preconceito, pode ser apenas o reflexo do preconceito do outro, já que sou diferente dele. Ou não...

Em tempo: Hoje, 28 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Orgulho LGBT.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A greve dos professores não interfere na busca do conhecimento


A greve dos professores da rede estadual vem demonstrando aos baianos que a manipulação da mídia pelo governo está chegando ao seu limite. Percebemos isso quando redes de comunicação que são "aliadas" do sistema começam a tomar partido pelos justos, pelas verdadeiras vítimas.

Não tentam mais pôr a culpa nos docentes, tratá-los como intransigentes, apesar de não acusar (ainda) o verdadeiro causador do caos que se tornou a Bahia.

Os pais e alunos estão de parabéns!

Apoiaram os professores, e entenderam que só assim poderão ter educação de qualidade para seus filhos. 

Não adianta forçar a volta dos professores na base da força, da ameaça, da criminalização de um movimento LEGÍTIMO. 
A sociedade não vai apoiar um governo que cortou o salário de profissionais que estão lutando pelo CUMPRIMENTO de um acordo.

Assim como os policiais militares que pararam suas atividades no início do ano para que se cumprisse uma lei aprovada há 15 anos, os professores lutam por algo que estaria garantido, se o governo mantivesse a palavra.

No início, a mídia jogava a população contra os professores, falando apenas dos milhões de alunos sem aula,   o prejuízo para o ano letivo, do vestibular e do ENEM que não teriam alunos da rede estadual bem classificados.

Não se pode dizer que não teremos problemas, mas se pensarmos assim, não se conquista nada, e é preferível um ano letivo empurrado férias adentro, que milhares de profissionais desmotivados para o resto das suas vidas, vitimando nossos jovens pela falta de comprometimento.

Educação, cultura e conhecimento não são encontrados apenas em salas de aula, basta ter força de vontade que se consegue dar a volta por cima nesta paralisação, e não ficar para trás em vestibulares e ENEM.

Vou reproduzir aqui, uma atualização de status do Facebook de uma professora da rede estadual, que demonstra que podemos acreditar que nem tudo está perdido:

"Não, eu não ganho R$ 3.460,00!

Filhos de professores da escola pública, também estudam na escola pública.

Enfrentei uma greve de três meses quando era ensino médio, e sim, consegui passar no vestibular.
E sim, corria atrás da minha defasagem, DENTRO DE CASA.
Não tinha vídeo game e bicicleta, mas tinha livros...

E aqui estou..."

Tomem o depoimento desta jovem professora como um exemplo positivo, esta profissional não pode ser acusada de estar prejudicando os alunos, justamente porque sua carne foi cortada. 
DUAS VEZES!

Quando aluna, poderia ter se postado frente à televisão e deixar o tempo reger seu futuro;
como docente poderia baixar a cabeça, e humilhada, fingir que os alunos dependem apenas dela para construir seu futuro.




O STF considerou "INCABÍVEL" o recurso do governo da Bahia, que tentava suspender a liminar que determinava o pagamento dos salários dos professores.

Incabível é um governo que tenta a todo custo manter sua população ignorante e mal informada, justamente para parecer "o mocinho" da história.

Os professores não são profissionais que trabalham com armas de fogo para que legitimem cerco das forças armadas, não adianta mandar meia dúzia de marginais encapuzados atacar ônibus e induzir a sociedade a acreditar que foram os grevistas, não adianta divulgar um salário acima do real, pois todos sabem que os professores não são valorizados.

Os professores, como verdadeiros mestres que são, nos ensinaram a entender o momento politico do nosso estado, fizeram com que a sociedade percebesse que profissionais que fazem greve, na Bahia de todas as greves, não fazem por gostar de paralisação, fazem por não suportar mais tanto descaso, tanta falta de respeito, tanta desvalorização.

Nossos mestres nos ensinaram muita coisa em dois meses, e  ELES ESTÃO EM GREVE!  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não existe trabalho insignificante



"Assim como não existem pessoas pequenas na vida, sem importância, também não existe trabalho insignificante." (Elena Bonner)

Vi esta foto sendo compartilhada pelo Facebook, e não tive como me manter impassível à cena, mas no mesmo momento lembrei-me de um caso em que um psicólogo se passou por gari durante oito anos, e não foi reconhecido por ninguém, pelo simples fato de que nenhum dos seus conhecidos olhavam para os garis...

O psicólogo social Fernando Braga da Costa, vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari para concluir sua tese de mestrado pela USP, mesmo local por onde perambulou varrendo ruas e se sentiu como um "ser invisível". 


Achei muito linda a ideia do pai não demonstrar vergonha e sentir orgulho pela sua profissão, achei muito interessante as pessoas compartilharem a foto, mas quantos de nós percebemos os garis, vigilantes, ascensoristas, vendedores de cafezinho (estes eu percebo longe!) ou moradores de rua?

Estes profissionais estão tão acostumados a não serem notados, que quando a situação foge à regra, se assustam. Vivenciei isso quando desejei um simples "bom serviço, minha amiga" à atendente do guichê d pedágio da rodovia Ba-093, após ela me desejar o "boa viagem", automático e padrão ao entregar o troco.

O sorriso da moça foi um misto de espanto e felicidade, e eu fiquei ruborizado, pois não imaginava que uma frase tão simplória, que repetimos à exaustão aos nossos colegas de trabalho, fizesse tanta diferença quando direcionada a outra categoria profissional.

Voltando à foto da postagem, não seria extremamente valoroso da parte de quem compartilhou a imagem pelas redes sociais, desejar um bom dia quando olhassem e percebessem a presença dos nossos profissionais "invisíveis"?

"Por mais humilde que seja, um bom trabalho inspira uma sensação de vitória" (Jack Kemp)